|
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA VERDE – 151774Escola EB1 de Esqueiros 2006/2007
História elaborada pelos alunos e parte integrante do Projecto Curricular da Escola "Despertar para uma vida saudável"
História
O Super Rabanete
- Introdução Vamos contar uma história passada numa terra chamada Rabanetelândia, um cenário magnífico tendo como habitantes muitos rabanetes, frutos, hortaliças, animais… uma terra cheia de alimentos bem-dispostos, que ganham formas divertidas para ensinar toda a população a arte de uma boa alimentação.
Um mundo de fantasia e imaginação onde passam para a
realidade muitos sonhos e onde se passam coisas que aos humanos
parecem muito estranhas. O bem contra o mal é uma constante
nestas aventuras
No final da história, assiste-se ao grande acontecimento, a “Festa da Saúde”, com a participação de todos, onde se dá a grande transformação da “Floresta do Medo” para a “Floresta dos Rabanetes”. Capítulos
- História
[inicio]
Nessa quinta, numa mansão em ruínas, morava uma bruxa muito
Estes animais viviam num autêntico pesadelo! A bruxa malvada em cima da vassoura andava sempre zangada. Era muito assustadora a bruta da senhora. Vivia no seu casarão que mais parecia assombração. Lençóis pretos, sangue, castiçais, teias de aranha, tortuosos passadiços, criaturas monstruosas e ouriços e gargalhadas arrepiantes compunham o cenário da mansão assombrada. Sítio destes, só para quem tinha nervos de aço e muito sangue frio, um coração de chegar ao limite. Era melhor ficar longe…
Era tão feia, tão feia, tão feia… que, ao vê-la, todos os
animais vomitavam a ceia. Os seus dentes eram
Ela também cozinhava para todos os animais. Adorava dar manjares,
as travessas iam pelos ares. Os pratos eram sinistros, punham-se de
pé como bichos. Acendia a fogueira na eira, sentada tirava os
[inicio]
Estes animais passavam muito mal, só comiam o que sabia mal… e
muitas vezes, enquanto comiam Aquela situação a ninguém chamava à atenção… – Se pelo menos houvesse uma peça de fruta para morder!... – dizia a tartaruga. – E um calor de uma sopa… – acrescentava a avestruz. Quando tudo ficava com dor de barriga, ela ficava feliz e mandava gargalhadas arrepiantes que se ouviam como em altifalantes…
E os animais ficavam mal… muito mal… Cada dia mais tristes, fraquinhos e assustados.
Os passarinhos emigravam, a cabra vomitava, as flores cheiravam
mal, os
O cavalo que era o mais forte de todos, um campeão de karaté,
estava a perder também o juízo. Estava tão desesperado… Não
aguentando mais… mandou um grito marado:
– SOCOOOOOOOOOOORRRROOO!... – Ao mesmo tempo que gritava, fez um truque de karaté num contentor, que se ouviu em todo o mundo: – BUUUUMMMMMMM.......
[inicio]
O senhor Fredo do Monte da Santa, que era da terra, andava a
trabalhar no campo, ouviu o
Foi a correr chamar o senhor Fernando “Beloso” dono do café e levou-o de mota, que ele não anda a pé, e lá foram à procura de uma pista. O Nelinho Birralho que andava a tratar das suas vinhas, ouvindo o mesmo estrondo, correu a chamar as pessoas da aldeia. – Venham, venham!… – chamou o Manel Cabriteiro, o “Fala Barato”. O senhor Nicolau encontrou o senhor Vítor, Presidente da Junta, e correram até à igreja a tocar o sino a repique. Ainda não se ouvira o sino e já a aldeia estava em alvoroço. Mais ao fundo da rua, agitados, o tio Evaristo da sucata e a senhora Mimi dos padeiros chamaram a senhora Rosinha “Beloso” que corria, sem tão-pouco pensar na sua bengala.
– O que é isto, o que torna a ser?? – todos se questionavam.
A senhora Anita (representante dos pais) que conversava com a dona Carla Peixeira questionou o senhor Padre Carlos, que passava no momento, sobre o que poderia estar a acontecer. Ainda o senhor Padre não tinha respondido, já vinha o senhor da vacaria, com o tractor e uma multidão de gente: o senhor Cavalheiro, a senhora Laida “Bidreira”, a dona Judite da mercearia, a senhora Teresinha Sanetra, o senhor Artur Nabiça, a senhora Rosa agricultora e esposa do Dai-dai, o senhor Morais Provedor da Misericórdia, a senhora Amélia, o senhor Barreto da carpintaria, a educadora Tina e alunos… Toda a população andava num corre-corre muito ligeiro atrás da grande roda.
Pararam todos na subida, ao pé da escola… Aquela coisa estranha
tinha pousado no telhado da – Que raio será isto? – perguntou a senhora Rosinha “Beloso”. – Uma roda enorme, cheia de luzes e de cores, hummmm!!!! – disse a senhora Teresinha. – Nunca vi nada assim na sucata. – disse admirado o senhor Evaristo.
– É melhor estar com atenção, vamos lá à avaliação… – disse a Senhora Anita.
Enquanto tentavam encontrar respostas, a grande roda gigante
levantou voo outra vez… Nesse mesmo instante juntou-se ao grupo, a professora Teresa muito aflita, a professora Cecília a gritar, a professora Lai a suspirar e a dona Lucília a chorar. – Ai, ai, ai… “Os meus lindos!...” evaporaram-se pelos ares!!!! – disse a professora Lai a soluçar.
– Estávamos a dar uma lição sobre alimentação… e agora esta
confusão! – disse a professora Teresa. – Quem se atreveu a roubá-los? – disse o senhor Presidente da Junta. – Seria o Professor Amaro do Agrupamento? – perguntou a senhora Anita. – Ele não! Não os levaria pelo telhado, ele não chegava lá… – disse a dona Lucília.
– Eu ainda acho que foram as professoras! – insistiu o Fredo do Monte da Santa. – Cala-te Fredo! Venham!... Vamos atrás dela! – disse o senhor Cabriteiro. O Senhor Fredo do Monte da Santa e o senhor Cabriteiro, “ montaram-se” na mota e arrancaram numa nuvem de fumo à frente da população. Tinham que encontrar a roda.
Ao longe viram a grande roda a aproximar-se da “Floresta do Medo”. Foi com grande surpresa de todos que esta aterrou no telhado da grande casa da bruxa malvada. Todos correram para o local, guiados por aquele cheirinho a fresco que se sentia no ar. – É agora!! Vou-me a ela com esta tranca e parto-a já toda. Não roda mais! – disse o senhor Barreto da carpintaria.
– Olha, são alimentos! Ena… tanto rabanete! Que bom aspecto têm!
– disse a dona Carla Peixeira – Tu não vês que é uma RODA DOS ALIMENTOS! – disse o Manel Cabriteiro, todo contente com o seu poder de observação.
– Onde está o meu filho!! – chorava o engenheiro Ismael que acabara de chegar com o lanche para o Gabriel. – Tem calma!! Vá, vá… Pára com isso! – disse o “pai” Graça esforçando-se por manter a calma. – Chiiiiuuuuu!!! – disse a senhora Maria Ferrolha. – Os alunos estão aqui todos! E olhe, ó engenheiro, às vezes faz bem arejar. Eles iam, lá em cima, tão contentes na Roda!!! O senhor Provedor Morais tentava agora explicar toda aquela confusão ao professor Amaro (o Presidente) que acabara de chegar. Todos os outros observavam em absoluto silêncio…
[inicio]
Meia tonta, caminhou por entre todos aqueles alimentos fresquinhos e bem-dispostos: rabanetes, morangos, cerejas, alfaces, tomates, nabiças, cenouras, laranjas… leite, queijo, carne, peixe, ovos…
– Na Roda dos Alimentos somos o grupo maior, temos muitas vitaminas, celulose e minerais. Nunca te esqueças que somos teus protectores! Mas a bruxa amuou e continuou.
– Olha lá, nós somos ricos em energia, fibras e vitaminas.
Ajudamos a crescer os meninos e as meninas. Connosco a alimentação
fica saudável. Mas a bruxa amuou e continuou. Passou pelo terceiro grupo. Lá estava o leite, o queijo e o iogurte à sua espera. Um queijinho redondinho aproximou-se e disse-lhe: – Somos ricos em vitaminas e temos tanto cálcio para dar. Somos alimentos essenciais com muitas proteínas animais. Queres leite bruxa?
Mas a bruxa, mais uma vez, amuou e continuou. Passou pelo quarto grupo. Deu de caras com a carne, o peixe e os ovos. Um ovinho pequenino branquinho veio falar-lhe: – Sou pequenino, mas muito importante para a tua alimentação! Eu e os meus amigos temos boas proteínas, vitaminas e sais minerais. Se nos comeres ficarás forte e cresces também.
– Somos importantes e sem nós não podes viver, mas atenção, vê se tens regras quando nos comeres.
Mas a bruxa ainda bêbada e a cair para o lado… amuou e continuou.
Puxou mais uma vez da garrafa emporcalhada e bebeu, bebeu, bebeu…
até tossir.
– O álcool, o sal e o açúcar não devem entrar na nossa
alimentação, se não tivermos muito cuidado com eles, só sabem fazer
mal! – disse o senhor – E não só! Os fritos, croquetes, rissóis e bolinhos de bacalhau têm muitas gorduras e produtos perigosos, fazem mal à saúde. – disse o senhor Padre Carlos, preocupado com os seus paroquianos. Mas a bruxa era dura, amuou e continuou.
[inicio]
Mal ela sabia que um pequeno Rabanete a seguia. Ouviu-se o
assobio do – Ppppppffffffffffffffiiiiiiiiiiiiiiuuuu… Ela para trás olhou e com o fresco Rabanete se deparou. Tinha uma poupa verde alta e esquisita mas muito catita que lhe dava um ar de galo em dias de festa. Era nutricionista… Este era conhecido em todo o lado pelo seu “sorriso fresco e brilhante”, invejado até pelos melhores dentistas da região. Quando sorria, a sua poupa verde e viçosa permitia-lhe ter, aquilo a que os outros vegetais chamavam, “grandes poderes”. A bruxa olhou para trás e viu um sorriso fugaz.
– Olha lá, os alimentos constroem o teu corpo, dão-te energia e
alegria. Ou queres ficar sempre feia e fria? – perguntou o Super
Rabanete.
A bruxa deu um soluço… e ao mesmo tempo caiu… Então todos começaram a dar-lhe conselhos: – Os alimentos ajudam o teu corpo a funcionar bem e a ficar de boa saúde. Todos necessitamos de comer alimentos de origem vegetal e animal. Eles dão-nos muita energia e ajudam-nos a crescer. – disse o senhor Nabiça.
– Devemos proteger as florestas, pois lá podemos passear e respirar ar puro… Isto também faz muito bem à saúde. – disse a educadora Tina.
– Então, cuidado… lava sempre as mãos com sabão antes de comer. Lava bem as frutas. Evita de tossir e espirrar perto da comida. – aconselhou o macaco dentista.
– Nunca se deve estar muito tempo sem comer nem passar o dia a petiscar. – acrescentou o doutor cavalo. – Nem comer muitas guloseimas! Todos os alimentos são muito importantes para nós. Por isso devemos comer de todos os alimentos… Nunca nos podemos esquecer das hortaliças, do leite, da fruta, do peixe, dos cereais… – disse o Super Rabanete nutricionista.
– Vou falar-te da importância do pequeno-almoço, ele é a primeira
refeição do – Não te deves esquecer de comer de todos os alimentos, pois todos eles te ajudam a crescer e dão-te a Energia que tu precisas para andar, falar…trabalhar… enfim, viver! – disse o tio Evaristo da sucata. Tanta coisa que a bruxa estava a aprender nesta viagem ao mundo da alimentação…
[inicio]
De repente, a bruxa saltou, berrou, esperneou e voltou a saltar…
Ouviu-se um grande estrondo… – Buuummmmmmmmmmmmmm… – Ai credo, São Pedro nos acuda que cai o telhado. – disse muito assustada a dona Anita.
– A partir de agora, só comerei alimentos que façam bem ao meu corpo. Não é nada agradável ficar doente… por comer de um modo errado. – afirmou a bruxa completamente rejuvenescida perante o espanto geral. – Incrível!!! Até custa a acreditar, o fado da bruxa acabou. – disse o engenheiro Ismael. Agora, a bruxa tinha a certeza que ao seguir aqueles conselhos, iria viver forte e saudável.
Depois, o Super Rabanete saltou do telhado e ao ver tanto lixo,
tanta porcaria, ficou admirado e até bastante enjoado. E como por
magia, com apenas um sorriso seu, o lixo evaporou-se… O coração de
Quanto à bruxa, era agora uma linda princesa, simpática e muito feliz, a Princesa da Saúde. Agora, era amiga de todos, tinha um bom coração e a sua maior preocupação era fazer uma alimentação rica, variada e equilibrada.
[inicio] A Princesa da Saúde propôs uma grande festa em homenagem à RODA DOS ALIMENTOS e ao Super Rabanete. Pediu ainda a todos que a ajudassem na sua importante missão: “A saúde na ponta da língua”. Todos concordaram e correram para fazer os preparativos. Fizeram placas coloridas com grandes letras para exibir na festa:
FRUTOS, HORTALIÇAS, VITAMINAS, ENERGIA, VIVER, COMER, SOPA, CRESCER, FELICIDADE, SORRISOS, ALEGRIA, VIDA, AMOR, PAZ, SAÚDE...
– ♪♫ ♪ ♫ ♫ ♪ ♪ ♪ ♫ ♫ ♪ –
O senhor Fredo encabeçava o desfile levando a princesa à boleia e fazendo grandes piruetas um pouco arriscadas com a sua mota, tal era a satisfação.
O senhor Fernando “Beloso” e o professor Amaro levaram bebidas
para todos. O senhor Vítor e o
O Nelinho Birralho e o tio Evaristo da sucata cantavam (… ó Laurindinha, larai, lai, larai… ó Laurindinha …), a dona Teresinha Sanetra não dava descanso à concertina e mesmo os ferrinhos da Senhora Anita tilintavam muito afinados. A senhora Mimi não deixava o bombo em descanso, rufava mais que uma banda nas festas da Agonia.
O senhor Nicolau chamou o Manel Cabriteiro - o “Fala Barato” - e
o senhor Nabiça e
logo ali se fez uma desgarrada, enquanto a senhora Rosinha “Beloso”
dançava a cana verde, descalça, a par com a dona Carla Peixeira e a
dona Lucília.
- Ohhhh, rabanetes cor de ervilha?
- Sim. É a professora Cecília e a filha!
atrás seguia, com um bloco na mão cantava e sorria, fazia poesia para ir ao Porto à praça d’Alegria.
Todos cantavam, dançavam, sorriam, comiam, saltavam, brincavam...
Com isto, multiplicaram-se Estavam muito felizes!!!!!!!!!!!! No final, o Super Rabanete disse: – Não se esqueçam: todos os alimentos são importantes, tenham muita atenção à RODA DOS ALIMENTOS e façam bom uso dela.
Muito animado, o macaco deu um salto mortal, pendurou-se numa árvore e gritou:
– ATENÇÃO!!! Agora temos que mudar o nome deste local...
– E que tal se mudássemos o nome da “Floresta do Medo” para “Floresta dos Rabanetes”? – SIMMMMMMM!!!! – gritaram todos. E assim foi. Agora, à entrada de Vila Verde, podemos encontrar uma placa onde se lê:
[inicio]
|