AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA VERDE – 151774

Escola EB1 de Esqueiros

2006/2007

 


História elaborada pelos alunos e parte integrante do Projecto Curricular da Escola

"Despertar para uma vida saudável"


 

História

 

 

O Super Rabanete

 

 

 

 

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- Introdução

Vamos contar uma história passada numa terra chamada Rabanetelândia, um cenário magnífico tendo como habitantes muitos rabanetes, frutos, hortaliças, animais… uma terra cheia de alimentos bem-dispostos, que ganham formas divertidas para ensinar toda a população a arte de uma boa alimentação.

 

Um mundo de fantasia e imaginação onde passam para a realidade muitos sonhos e onde se passam coisas que aos humanos parecem muito estranhas. O bem contra o mal é uma constante nestas aventuras passadas na Rabanetelândia onde o Rabanete mais famoso do mundo, o nutricionista Super Rabanete, dá a conhecer a sua amiga, “A Roda dos Alimentos”, a todos os habitantes. A bruxa malvada foi a mais resistente, mas aprendeu a lição com a viagem ao mundo da alimentação.

 

No final da história, assiste-se ao grande acontecimento, a “Festa da Saúde”, com a participação de todos, onde se dá a grande transformação da “Floresta do Medo” para a “Floresta dos Rabanetes”.

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Capítulos

 

 

- História

 

  A Floresta do Medo 

[inicio]

Há muitos, muitos anos, há dezenas de anos, na Rabanetelândia, um certo lugar no distrito de Braga, no extremo Norte, a poucos quilómetros de Vila Verde, havia uma quinta, rodeada de uma grande floresta, a “Floresta do Medo”.

 Nessa quinta, numa mansão em ruínas, morava uma bruxa muito má, mais conhecida pela Bruxa dos Sapos. A principal novidade desse local era o ambiente de terror que lá se vivia. Tratava-se de um sítio onde os visitantes enfrentavam o medo e viviam experiências assustadoras. Toda a gente a censurava mas ninguém enfrentava o raio da bruxa.

Nessa quinta também viviam muitos animais: sapos, gatos, porcos, tartarugas, pulgas, ovelhas, cães, gaviões, caracóis, ratos, vacas... e muitos passarinhos pálidos e borboletas pretas. Todos eles viviam numa grande aflição que até metia confusão.

Estes animais viviam num autêntico pesadelo! A bruxa malvada em cima da vassoura andava sempre zangada. Era muito assustadora a bruta da senhora. Vivia no seu casarão que mais parecia assombração. Lençóis pretos, sangue, castiçais, teias de aranha, tortuosos passadiços, criaturas monstruosas e ouriços e gargalhadas arrepiantes compunham o cenário da mansão assombrada. Sítio destes, só para quem tinha nervos de aço e muito sangue frio, um coração de chegar ao limite. Era melhor ficar longe…

 Era tão feia, tão feia, tão feia… que, ao vê-la, todos os animais vomitavam a ceia. Os seus dentes eram podres e negros, tão negros que assustavam mesmo a noite mais escura. Não sabia o que era uma escova de dentes e muito menos o que era um banho. Tinha medo da água, nem bebê-la nem usá-la. O seu nariz era comprido e curvado, até tinha um sinal encarnado. O seu melhor amigo era o gato, esse era tarado até parecia embruxado, quando tinha fome mordia o rabo, logo ficava endiabrado.

        Esta bruxa, com um penico na cabeça, maltratava tudo que encontrava. Dizia que tinha amigos para se salvar dos perigos. Batia no gato que era seu amigo e fazia festas ao inimigo. Ria quando alguém morria e chorava quando alguém nascia. Deitava lixo para o chão e não se importava com a poluição. As flores queimava e com silvas a casa enfeitava. Se os outros dormiam ela acordava. Dormia com os caracóis e rasgava os lençóis. As noites eram muito violentas... O Drácula, ela imitava e o cavalo só chorava.

Ela também cozinhava para todos os animais. Adorava dar manjares, as travessas iam pelos ares. Os pratos eram sinistros, punham-se de pé como bichos. Acendia a fogueira na eira, sentada tirava os piolhos da cabeleira. Punha-se a comer do caldeirão sopa da cor de carvão. De hortaliças não gostava e de bichos se alimentava. Às vezes, também ia para a retrete fazer omeleta, cozinhava gafanhotos grelhados com cascas de ovos panados, minhocas assadas de preferência bem passadas; e para a sobremesa cocó de periquito com molho de sapo frito.

 

 

  Como Viviam os Animais 

[inicio]

Estes animais passavam muito mal, só comiam o que sabia mal… e muitas vezes, enquanto comiam choravam… Estavam tristes, viviam esquecidos naquele sítio feio... horrível… Até parecia incrível.

 Aquela situação a ninguém chamava à atenção…

– Se pelo menos houvesse uma peça de fruta para morder!... – dizia a tartaruga.

– E um calor de uma sopa… – acrescentava a avestruz.

Quando tudo ficava com dor de barriga, ela ficava feliz e mandava gargalhadas arrepiantes que se ouviam como em altifalantes…

– Ah, Ah, Ah, Ah…………………

E os animais ficavam mal… muito mal… Cada dia mais tristes, fraquinhos e assustados.

Os passarinhos emigravam, a cabra vomitava, as flores cheiravam mal, os caracóis agitavam os corninhos a pedir socorro, as borboletas desmaiavam, a cobra tinha falta de ar, as abelhas punham-se a chorar, o cão tinha palpitações no coração, as vacas davam leite em pó, o macaco parecia que enlouquecia, os porcos estavam doentes, as árvores estavam queimadas, a tartaruga corria velozmente de pernas para o ar, as avestruzes estavam pálidas, as formigas enjoadas e os gatos tinham tosse crónica. Todos estavam a desmaiar… a morrer… Coitadinhos!

O cavalo que era o mais forte de todos, um campeão de karaté, estava a perder também o juízo. Estava tão desesperado… Não aguentando mais… mandou um grito marado:

– SOCOOOOOOOOOOORRRROOO!...

– Ao mesmo tempo que gritava, fez um truque de karaté num contentor, que se ouviu em todo o mundo:

– BUUUUMMMMMMM.......

 

  Aparecimento da Roda 

[inicio]

O senhor Fredo do Monte da Santa, que era da terra, andava a trabalhar no campo, ouviu o estrondo e ficou pasmado.... pensou que o mundo ia acabar. Mais admirado ficou quando viu uma roda gigante a voar nos céus!

– Eh, meu Deus!... Uma roda!!!! – o senhor Fredo esfregou os olhos e olhou melhor.

Foi a correr chamar o senhor Fernando “Beloso” dono do café e levou-o de mota, que ele não anda a pé, e lá foram à procura de uma pista. O Nelinho Birralho que andava a tratar das suas vinhas, ouvindo o mesmo estrondo, correu a chamar as pessoas da aldeia.

– Venham, venham!… – chamou o Manel Cabriteiro, o “Fala Barato”.

O senhor Nicolau encontrou o senhor Vítor, Presidente da Junta, e correram até à igreja a tocar o sino a repique. Ainda não se ouvira o sino e já a aldeia estava em alvoroço. Mais ao fundo da rua, agitados, o tio Evaristo da sucata e a senhora Mimi dos padeiros chamaram a senhora Rosinha “Beloso” que corria, sem tão-pouco pensar na sua bengala.

– O que é isto, o que torna a ser?? – todos se questionavam.

A senhora Anita (representante dos pais) que conversava com a dona Carla Peixeira questionou o senhor Padre Carlos, que passava no momento, sobre o que poderia estar a acontecer. Ainda o senhor Padre não tinha respondido, já vinha o senhor da vacaria, com o tractor e uma multidão de gente: o senhor Cavalheiro, a senhora Laida “Bidreira”, a dona Judite da mercearia, a senhora Teresinha Sanetra, o senhor Artur Nabiça, a senhora Rosa agricultora e esposa do Dai-dai, o senhor Morais Provedor da Misericórdia, a senhora Amélia, o senhor Barreto da carpintaria, a educadora Tina e alunos…

Toda a população andava num corre-corre muito ligeiro atrás da grande roda.

Pararam todos na subida, ao pé da escola… Aquela coisa estranha tinha pousado no telhado da escola…

– Que raio será isto? – perguntou a senhora Rosinha “Beloso”.

– Uma roda enorme, cheia de luzes e de cores, hummmm!!!! – disse a senhora Teresinha.

– Nunca vi nada assim na sucata. – disse admirado o senhor Evaristo.

– Deve ser invenção das professoras! – disse o Fredo do Monte da Santa.

– É melhor estar com atenção, vamos lá à avaliação… – disse a Senhora Anita.

Enquanto tentavam encontrar respostas, a grande roda gigante levantou voo outra vez…

Nesse mesmo instante juntou-se ao grupo, a professora Teresa muito aflita, a professora Cecília a gritar, a professora Lai a suspirar e a dona Lucília a chorar.

– Ai, ai, ai… “Os meus lindos!...”  evaporaram-se pelos ares!!!! – disse a professora Lai a soluçar.

– Estávamos a dar uma lição sobre alimentação… e agora esta confusão! – disse a professora Teresa.

– Quem se atreveu a roubá-los? – disse o senhor Presidente da Junta.

– Seria o Professor Amaro do Agrupamento? – perguntou  a senhora Anita.

– Ele não! Não os levaria pelo telhado, ele não chegava lá… – disse a dona Lucília.

– Então vamos descobrir, alguma coisa aconteceu! Não podemos ficar parados! – disse o senhor Padre Carlos.

– Eu ainda acho que foram as professoras! – insistiu o Fredo do Monte da Santa.

– Cala-te Fredo! Venham!... Vamos atrás dela! – disse o senhor Cabriteiro.

O Senhor Fredo do Monte da Santa e o senhor Cabriteiro, “ montaram-se” na mota e arrancaram numa nuvem de fumo à frente da população. Tinham que encontrar a roda.

– Esperem, nós também vamos!... – gritaram todos.

Ao longe viram a grande roda a aproximar-se da “Floresta do Medo”. Foi com grande surpresa de todos que esta aterrou no telhado da grande casa da bruxa malvada. Todos correram para o local, guiados por aquele cheirinho a fresco que se sentia no ar.

– É agora!! Vou-me a ela com esta tranca e parto-a já toda. Não roda mais! – disse o senhor Barreto da carpintaria.

– Olha, são alimentos! Ena… tanto rabanete! Que bom aspecto têm! – disse a dona Carla Peixeira que acabara de subir a uma árvore.

– Tu não vês que é uma RODA DOS ALIMENTOS! – disse o Manel Cabriteiro, todo contente com o seu poder de observação.

 

 

 – Onde está o meu filho!! – chorava o engenheiro Ismael que acabara de chegar com o lanche para o Gabriel.

– Tem calma!! Vá, vá… Pára com isso! – disse o “pai” Graça esforçando-se por manter a calma.

– Chiiiiuuuuu!!! – disse a senhora Maria Ferrolha. – Os alunos estão aqui todos! E olhe, ó engenheiro, às vezes faz bem arejar. Eles iam, lá em cima, tão contentes na Roda!!!

O senhor Provedor Morais tentava agora explicar toda aquela confusão ao professor Amaro (o Presidente) que acabara de chegar.

Todos os outros observavam em absoluto silêncio…

 

  A Bruxa na Roda 

[inicio]

De vassoura chegou a bruxa, um pouco bêbeda e quase a cair para o lado… Aproximou-se e saltou para dentro da roda.

Meia tonta, caminhou por entre todos aqueles alimentos fresquinhos e bem-dispostos: rabanetes, morangos, cerejas, alfaces, tomates, nabiças, cenouras, laranjas… leite, queijo, carne, peixe, ovos…

Primeiro passou pelo grupo dos produtos hortícolas e das frutas: rabanetes, morangos, cerejas, alfaces, tomates, nabiças, cenouras, laranjas…De repente, a bruxa ouviu uma vozinha atrás dela. Era uma cereja vermelhinha e simpática que lhe disse:

– Na Roda dos Alimentos somos o grupo maior, temos muitas vitaminas, celulose e minerais. Nunca te esqueças que somos teus protectores!

Mas a bruxa amuou e continuou.

Passou pelo segundo grupo. Farinha, pão, arroz, massa, batatas, feijão… já estavam à espera dela. E desta vez foi uma batata que lhe falou:

– Olha lá, nós somos ricos em energia, fibras e vitaminas. Ajudamos a crescer os meninos e as meninas. Connosco a alimentação fica saudável.

Mas a bruxa amuou e continuou.

Passou pelo terceiro grupo. Lá estava o leite, o queijo e o iogurte à sua espera. Um queijinho redondinho aproximou-se e disse-lhe:

– Somos ricos em vitaminas e temos tanto cálcio para dar. Somos alimentos essenciais com muitas proteínas animais. Queres leite bruxa?

Mas a bruxa, mais uma vez, amuou e continuou.

Passou pelo quarto grupo. Deu de caras com a carne, o peixe e os ovos. Um ovinho pequenino branquinho veio falar-lhe:

– Sou pequenino, mas muito importante para a tua alimentação! Eu e os meus amigos temos boas proteínas, vitaminas e sais minerais. Se nos comeres ficarás forte e cresces também.

Mas a bruxa amuou e continuou.

Passou pelo quinto grupo, o grupo das gorduras. Olhou para a manteiga, o azeite, a banha e o óleo. Uma manteiguinha deu um passo em frente e disse:

– Somos importantes e sem nós não podes viver, mas atenção, vê se tens regras quando nos comeres.

Mas a bruxa ainda bêbada e a cair para o lado… amuou e continuou. Puxou mais uma vez da garrafa emporcalhada e bebeu, bebeu, bebeu… até tossir.

– Agora é que se vê o que o álcool faz às pessoas… – disse a dona Lucília pasmada, pois nunca tinha visto coisa igual.

– O álcool, o sal e o açúcar não devem entrar na nossa alimentação, se não tivermos muito cuidado com eles, só sabem fazer mal! – disse o senhor Fernando “Beloso”, com aquele ar de quem sabe do que fala.

– E não só! Os fritos, croquetes, rissóis e bolinhos de bacalhau têm muitas gorduras e produtos perigosos, fazem mal à saúde. – disse o senhor Padre Carlos, preocupado com os seus paroquianos.

Mas a bruxa era dura, amuou e continuou.

 

  Chegada do Super Rabanete 

[inicio]

Mal ela sabia que um pequeno Rabanete a seguia. Ouviu-se o assobio do Rabanete:

– Ppppppffffffffffffffiiiiiiiiiiiiiiuuuu…

Ela para trás olhou e com o fresco Rabanete se deparou. Tinha uma poupa verde alta e esquisita mas muito catita que lhe dava um ar de galo em dias de festa.

Era nutricionista… Este era conhecido em todo o lado pelo seu “sorriso fresco e brilhante”, invejado até pelos melhores dentistas da região. Quando sorria, a sua poupa verde e viçosa permitia-lhe ter, aquilo a que os outros vegetais chamavam, “grandes poderes”.

A bruxa olhou para trás e viu um sorriso fugaz.

– Olha lá, os alimentos constroem o teu corpo, dão-te energia e alegria. Ou queres ficar sempre feia e fria? – perguntou o Super Rabanete.

Entretanto, os animais que tinham assistido a tudo, sempre meios assustados, aproximaram-se e elevaram o olhar para a Grande Roda…

A bruxa deu um soluço… e ao mesmo tempo caiu… Então todos começaram a dar-lhe conselhos:

– Os alimentos ajudam o teu corpo a funcionar bem e a ficar de boa saúde. Todos necessitamos de comer alimentos de origem vegetal e animal. Eles dão-nos muita energia e ajudam-nos a crescer. – disse o senhor Nabiça.

– A actividade física ajuda a regular o apetite, a dormir e trabalhar melhor. O exercício regular ajuda também na formação dos ossos fortes. – disse o doutor cavalo.

– Devemos proteger as florestas, pois lá podemos passear e respirar ar puro… Isto também faz muito bem à saúde. – disse a educadora Tina.

– Os micróbios existem no ambiente e na comida podem contaminar os alimentos. Comer alimentos contaminados pode provocar doenças. – acrescentou a tartaruga enfermeira.

– Então, cuidado… lava sempre as mãos com sabão antes de comer. Lava bem as frutas. Evita de tossir e espirrar perto da comida. – aconselhou o macaco dentista.

– Eu sou um nutricionista. Vim cá para te ensinar mais algumas coisas importantes. Sou uma pessoa que se interessa pela alimentação, estudo para conhecer os alimentos e saber o que é que nos faz mal. – disse o Super Rabanete.

– Nunca se deve estar muito tempo sem comer nem passar o dia a petiscar. – acrescentou o doutor cavalo.

– Nem comer muitas guloseimas! Todos os alimentos são muito importantes para nós. Por isso devemos comer de todos os alimentos… Nunca nos podemos esquecer das hortaliças, do leite, da fruta, do peixe, dos cereais… – disse o Super Rabanete nutricionista.

– As bebidas alcoólicas, vinho, cerveja, licores… fazem mal quando se bebem em excesso. Quando tiveres sede, bebe água, pois ela é importante e indispensável ao teu crescimento. Também podes beber sumos de fruta fresca. – disse a professora Teresa.

– Vou falar-te da importância do pequeno-almoço, ele é a primeira refeição do teu dia, se não tomas o pequeno-almoço ficas fraca e rezingona e dói-te a cabeça e ficas tola. – acrescentou a Laida “Bidreira”.

– Não te deves esquecer de comer de todos os alimentos, pois todos eles te ajudam a crescer e dão-te a Energia que tu precisas para andar, falar…trabalhar… enfim, viver! – disse o tio Evaristo da sucata.

Tanta coisa que a bruxa estava a aprender nesta viagem ao mundo da alimentação…

 

  A Transformação 

[inicio]

De repente, a bruxa saltou, berrou, esperneou e voltou a saltar…

Ouviu-se um grande estrondo…

– Buuummmmmmmmmmmmmm…

– Ai credo, São Pedro nos acuda que cai o telhado. – disse muito assustada a dona Anita.

O Super Rabanete tinha usado todos os seus poderes…

– A partir de agora, só comerei alimentos que façam bem ao meu corpo. Não é nada agradável ficar doente… por comer de um modo errado. – afirmou a bruxa completamente rejuvenescida perante o espanto geral.

– Incrível!!! Até custa a acreditar, o fado da bruxa acabou. – disse o engenheiro Ismael.

Agora, a bruxa tinha a certeza que ao seguir aqueles conselhos, iria viver forte e saudável.

Depois, o Super Rabanete saltou do telhado e ao ver tanto lixo, tanta porcaria, ficou admirado e até bastante enjoado. E como por magia, com apenas um sorriso seu, o lixo evaporou-se… O coração de todos encheu-se de energia...

 

A floresta estava agora diferente. O Super Rabanete tinha usado todos os seus poderes e transformou toda aquela sujidade, toda aquela porcaria, em muitas árvores de frutos apetitosos, flores coloridas, hortaliças verdinhas e muitos, muitos, muitos, muitos rabanetes.

Quanto à bruxa, era agora uma linda princesa, simpática e muito feliz, a Princesa da Saúde. Agora, era amiga de todos, tinha um bom coração e a sua maior preocupação era fazer uma alimentação rica, variada e equilibrada.

 

  A Festa 

[inicio]

A Princesa da Saúde propôs uma grande festa em homenagem à RODA DOS ALIMENTOS e ao Super Rabanete. Pediu ainda a todos que a ajudassem na sua importante missão: A saúde na ponta da língua”.

Todos concordaram e correram para fazer os preparativos. Fizeram placas coloridas com grandes letras para exibir na festa:

 

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA,

FRUTOS, HORTALIÇAS,

VITAMINAS, ENERGIA,

VIVER, COMER, SOPA, CRESCER,

FELICIDADE, SORRISOS,

 ALEGRIA, VIDA, AMOR, PAZ, SAÚDE...

 

– Que bom! Vamos fazer uma festa! Vamos fazer uma grande festa!... “A Festa da SAÚDE”!!!!! Vamos chamar todas as pessoas da Rabanetelândia, elas também têm que vir... Viva, viva!!! – gritava a borboleta que já não era preta.

 

 

 

 

E o dia da festa chegou. Foi a maior romaria de que há memória por aquelas bandas… Animais, pessoas, frutos, hortaliças, rabanetes, muitos rabanetes festejavam muito animados…

 O senhor Fredo encabeçava o desfile levando a princesa à boleia e fazendo grandes piruetas um pouco arriscadas com a sua mota, tal era a satisfação.

 

O senhor Fernando “Beloso” e o professor Amaro levaram bebidas para todos. O senhor Vítor e o senhor Provedor Morais levaram comida, muita comida, onde nada faltava, cabrito, leitão, muitas frutas, saladas e pão que distribuíam pela multidão. Os quatro riam, dançavam, saltavam abraçados e de vez em quando iam lançando foguetes.

O Nelinho Birralho e o tio Evaristo da sucata cantavam (… ó Laurindinha, larai, lai, larai… ó Laurindinha …), a dona Teresinha Sanetra não dava descanso à concertina e mesmo os ferrinhos da Senhora Anita tilintavam muito afinados. A senhora Mimi não deixava o bombo em descanso, rufava mais que uma banda nas festas da Agonia.  

O senhor Nicolau chamou o Manel Cabriteiro - o “Fala Barato” - e o senhor Nabiça e logo ali se fez uma desgarrada, enquanto a senhora Rosinha “Beloso” dançava a cana verde, descalça, a par com a dona Carla Peixeira e a dona Lucília.

O senhor da vacaria, o engenheiro Ismael e o senhor Cavalheiro vinham disfarçados de hortaliças e tocavam pandeireta. Eram três rabanetes de poupa verde e faces rosadas. A senhora Laida “Bidreira” vinha com a dona Judite da mercearia e a senhora Rosa do Dai-dai num baile de roda que nem nos velhos tempos das desfolhadas era tão animado. Juntou-se depois a senhora Amélia e o senhor Barreto da carpintaria, que faziam cantar as castanholas. Nem mesmo o Padre Carlos resistiu a dar um ar da sua graça e dançou o vira ali mesmo, no meio da praça.

- Ohhhh, rabanetes cor de ervilha?

- Sim. É a professora Cecília e a filha!

 

A professora Teresa

atrás seguia,

com um bloco na mão

cantava e sorria,

 fazia poesia para ir ao Porto à praça d’Alegria.

 

A professora Lai inventou um palco, e nuns passos de dança improvisou um espectáculo com todos os rabanetes, hortaliças, frutos, pessoas e animais. A senhora Maria Ferrolha saltou-lhe a rolha, abraçada ao professor Graça rodopiava no ar, tão leve como uma folha. A educadora Tina e a São juntaram os meninos para uma canção, (são vitaminas, vitaminas são, são vitaminas p’ro meu coração...) brilharam e encantaram vestidos de legumes da horta…

Todos cantavam, dançavam, sorriam, comiam, saltavam, brincavam... Com isto, multiplicaram-se sorrisos e abraços.

Estavam muito felizes!!!!!!!!!!!!

No final, o Super Rabanete disse:

– Não se esqueçam: todos os alimentos são importantes, tenham muita atenção à RODA DOS ALIMENTOS e façam bom uso dela.

E muito satisfeitos e contentes, todos aplaudiram e agradeceram ao Super Rabanete.

Muito animado, o macaco deu um salto mortal, pendurou-se numa árvore e gritou:

– ATENÇÃO!!! Agora temos que mudar o nome deste local...

Então, a borboleta voou para perto do macaco e disse:

– E que tal se mudássemos o nome da “Floresta do Medo” para “Floresta dos Rabanetes”?

– SIMMMMMMM!!!! – gritaram todos.

E assim foi. Agora, à entrada de Vila Verde, podemos encontrar uma placa onde se lê:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[inicio]